Cafés, Como Extrair?

Gostei muito de conseguir dividir um pouco desse conhecimento sobre cafés com vocês, afinal é um tema que faz parte tanto do nosso dia a dia quanto do universo de festas em casa, como já disse, não há visitinha que dispense uma boa xícara de café ou almoço de respeito que não finalize com ela, né?

Já contei um pouco sobre padrões de qualidade dos cafés (clique aqui para ver) e sobre a diferença dos grãos e torra (clique aqui para ver) e hoje vou mostrar as diferentes formas de extração da bebida, a parte mais divertida de ritual, na minha opinião.

Vou começar com os métodos mais comuns de fazermos em casa, e as principais diferenças entre eles.

Filtrados

Cafés de corpo mais leve pelo método de extração permitir pouco tempo de contato entre a água quente e o pó. Não há nenhuma pressão exercida, então conforme a água é despejada, ela retira os óleos naturais do grão moído, deixando a borra presa no papel.

Exige pouca técnica e permite que quem prepara regule a potência da bebida como preferir, ou seja, mais pó deixa a bebida com sabor mais forte ou o inverso, usando menos pó para um sabor mais leve! Uma média que agrada a maioria é de 4 a 5 colheres de sopa cheias para cada litro de água, mas é legal descobrir seu gosto pessoal! Tem quem goste de mexer um pouco o pó enquanto despeja a água, para que os sabores se misturem bem, há quem ache uma heresia sequer encostar no pó, novamente, vá testando diferentes formas de extração para descobrir o melhor para você!

Além do método tradicional Melita, tem hoje técnicas mais delicadas que permitem melhor infusão do pó e extração de sabor. Tem a Hario V60, usando normalmente o suporte de filtro em vidro ou porcelana e filtro em papel específico ou Chemex onde o filtro especial de papel vai direto no dispenser de vidro.

Para quem busca praticidade, tem as máquinas de café automáticas que fazem todo o trabalho para você, acabei de comprar uma e estou achando bem fácil, apesar de também achar que usa um pouco mais de pó que o comum. A minha tem a base que mantém o café aquecido por duas horas após o preparo, uma maravilha pela manhã!

MODO DE PREPARO:

Coloque pouco mais de um litro de água para ferver, enquanto isso monte o filtro de papel na base desejada. Assim que a água ferver, desligue o fogo. Antes de acrescentar o pó, “lave” o filtro com um pouco de água quente para retirar um pouco o gosto do papel e aquecer a base, descarte essa água.

Acrescente a quantidade de pó desejada ao filtro já lavado sem pressionar, e vá despejando a água pelo pó. Faça o teste em casa mudando diferentes formas de fazer, acrescentando bastante água de uma vez e mexendo o pó, ou colocando a água aos poucos, sem mexer. Compare o resultado final e descubra como prefere!

Deguste quentinho sem moderação! Hehehehe

Prensados

Esse método deixa um café de sabor bem mais intenso que os filtrados, por permitir maior infusão da água com os grãos moídos, a prensa faz o papel do filtro deixando toda a borra de café ao fundo, e o café preparado acima dela.

Conheço dois modelos de prensa, a clássica prensa francesa como vemos na primeira foto, que pode ser de vidro ou porcelana. E esse novo modelo da pressca, invenção de um brasileiro é uma cafeteira portátil, dá para preparar seu café em casa e sair tomando no carro, por exemplo. Faz um café individual ou até para dividir. Pequenininha e prática, já estou apaixonada!

Na minha opinião, esse método é ainda mais fácil que o filtrado, pois permite menor interação, já que há só uma maneira de preparo. Me agrada mais para fazer durante a tarde, quando prefiro uma xícara menor e sabor mais intenso.

MODO DE PREPARO:

Você pode pré aquecer a jarra com um pouco de água quente antes de preparar, mas é opcional. Depois coloque o pó de café e a água quente por cima, mexa com uma colher por alguns segundos (para garantir que todo o pó entre em contato com a água) e tampe. Deixe em infusão por 4, 5 minutos e depois comece a descer a prensa bem devagar, se apresentar alguma resistência, suba um pouco e volte a descer. A prensa deve chegar quase no final, deixando apenas o pó no fundo da jarra. Sirva em seguida!

Por Pressão

Cafés de corpo, aroma e sabor intenso, a pressão elevada faz com que crie-se uma “crema”, ou seja, essa espuminha deliciosa por cima do café! Vemos esse método na Moka (a cafeteira italiana) e no espresso das máquinas profissionais. Ele são diferentes, a Moka tem pressão muito menor que o espresso, mas funciona de maneira parecida, pois conforme a água ferve na parte mais baixa da cafeteira, é criado uma pressão no meio, por onde acontece a infusão, saindo a bebida na parte de cima na Moka. Já no espresso a pressão da água quente vem de cima, passando pelo pó de maneira rápida extraindo um café intenso e perfumado.

MODO DE PREPARO:

Os modos de preparo são bem diferentes como descrevi acima, enquanto na moka a água vai por baixo e o pó no meio (nunca pressionar o pó colocado, para não entupir o filtro), no espresso o pó é sim bem pressionado no cachimbo, pois a força da água que vem da máquina é bem mais forte que qualquer outro método disponível. A quantidade de pó no espresso, por tanto, é bem maior, por isso seu sabor é um dos mais intensos.

Café Turco

Quem já tomou sabe que seu sabor é talvez tão ou mais intenso que o espresso, não há filtros envolvidos, a água e o pó ficam bastante tempo em fusão na chaleira, e o preparo é aquecido até que o pó decante para o fundo. É preciso técnica para sentir o momento certo de servir, e apesar de decantar, parte da borra vai para a xícara, daí a milenar leitura da borra, já viram?

Segundo a cultura, o desenho formado na borra de café residual na xícara diz muito sobre quem tomou a bebida, seu passado, futuro e etc.

Para saber como fazer, clique aqui.


Agora que você já sabe tudo sobre a qualidade do café e tipos de grãos e torra, veremos no próximo post qual a melhor moagem para cada tipo de extração que vimos acima! Sim, além de tudo podemos escolher se precisamos de um pó mais fino ou grosso, e esse detalhe influencia (e muito) na bebida final!

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