Pastéis de Belém

Massa folhada crocante, fininha e sequinha que quase desmancha ao morder mistura-se ao recheio morno, cremoso, rico e espesso adocicado na medida certa, naquele ponto onde fica impossível ficar enjoativo.

Você se apaixona na primeira mordida e toda e qualquer experiência que teve antes dessa se torna mesquinha, o padrão de comparação está alto demais, impossível de ser atingido novamente.

Ai os pasteizinhos de Belém, os originais claro! Logo ao lado do Mosteiro, os toldos azuis te chamam, a fila pode assustar, mas toda espera é recompensada.

Entre na casinha e você dará de cara com um enorme labirinto, como se mil casas fossem unificadas formando essa “padaria” forrada de azulejos, máquinas antigas e muita, mas muita gente!

Eis que você encontra a vitrine de todos os santos, o lugar onde eles são feitos aos montes, milhares de pastéis saem daquela cozinha todos os dias, consumidos quase no mesmo instante, um coro grita pelos corredores:

“Garçom, queremos um Pastel de Belém!

Um, dois, três, quatro….MIL!!!

Ai que saudade, posso encomendar um por dia, no café da manha aqui no Brasil?

Acho melhor dizer, nem tentem isso em casa, mas mesmo assim para os mais aventurados eis a receita do livro “Receitas da casa do mosteiro de Landim” que comprei na livraria Lello, famosa por si só (clique aqui e saiba mais) na cidade do Porto, a receita desse famoso pastel…

“1 quilo de açúcar, 650 gramas de farinha, 300 gramas de manteiga, 1 litro de leite, 16 gemas de ovos, vidrado de um limão ralado.

Com a manteiga e meio quilo de farinha faz-se a massa folhada com duas voltas. Enrola-se, corta-se às rodelas que se dispõem dentro de formas com a parte cortada para cima.

Com a ponta do dedo polegar molhada em água fria, faz-se estender a massa por igual até ficar ao nível da forma.

Mistura-se ao leite com o restante da farinha e leva-se ao lume. Quando ferver, liga-se ao açúcar em ponto de pérola e, depois de frio, as gemas de ovos e o vidrado de limão que vão ao forno em calor forte.

Dizem que são bons, mas ainda não experimentei.”

Livro “Receitas da casa do mosteiro de Landim”


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